terça-feira, 13 de julho de 2010

A FAMÍLIA - DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO.


Assim como qualquer grupo social, a família se modifica constantemente, adaptando-se e ao mesmo tempo influenciando as mudanças de toda a sociedade.


É comum ouvirmos de vez em quando suspiros saudosistas de alguns: - Ah, antigamente não era assim.


Ouvi uma senhora comentar a respeito de um casal bem jovem, - É por isso que os casamentos de hoje não dão certo, casam cedo demais.


Lembrei a ela que antigamente a maioria das mulheres casava bem mais jovem. Tão despreparada emocionalmente, quanto as de hoje. A diferença era que os maridos, geralmente senhores mais maduros, passavam a assumir a tutoria da mulher, e, ainda que fosse outro jovem, também passava a ser o seu senhor, a quem esta devia toda submissão e respeito.Os filhos, eram muitos.- “A vontade de Deus” – como afirmavam. A mulher para dar conta de tantos, dividia o seu papel de mãe com as filhas,ou seja, a medida em que estas cresciam iam criando e educando os irmãos menores.


Ao passo em que foi se emancipando socialmente e conquistando os seu direitos, a mulher foi impondo também as suas vontades dentro do casamento. Casa-se com quem quizer e não se permite mais ser obrigada a ficar com ninguém apenas por causa dos filhos. Este agora, são poucos.


Muitas vezes a decisão de separar-se, assim como a de casar, dá-se de forma imatura.


O resultado hoje é que é bastante comum encontrarmos avós assumindo a criação dos netos.


Não precisa, necessariamente, ser o caso de filhos separados ou filhas solteiras que engravidam, alguns jovens casais, depois que iniciam a construção da sua própria família descobrem que ainda não estavam estruturados para tal.


Os pais, ressentidos ainda do que enfrentou a sua geração nas conquistas das emancipações familiares, para evitar que seus filhos passem as mesmas dificuldades que tiveram para construir o futuro carregando a responsabilidade de também assumir seus filhos, os libertam desse peso para continuarem seus estudos, para trabalhar e até para “aproveitar a vida”.


Qual será o limite entre colaborar com os filhos e permitir que assumam a responsabilidade das suas escolhas?


Ninguém está livre de se perder nessa decisão.


Costumo dizer que os pais parecem querer provar que o seu amor é maior que o amor de Deus, não permitindo que seus filhos sofram ou passem dificuldades, ainda que isso seja as consequências das suas escolhas imaturas e o caminho para aprender a valorizar os ensinamentos que desprezaram.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"CASO BRUNO" E OUTROS. DE ONDE VEM TANTA CRUELDADE?


Nesta semana dois casos chocantes de assassinatos de mulheres foram amplamente divulgados na mídia, o caso do goleiro Bruno, na mídia nacional e do motoboy que decepou a cabeça da sua ex-mulher diante dos próprios filhos, divulgado na mída local, aqui em Natal, RN.

Entre as tantas semelhanças percebidas nos dois casos, há uma que possívelmente responde parte da pergunta: - Como pode um ser humano fazer algo de tamanha crueldade? Os dois envolvidos nestes assassinatos apresentam, igualmente, um histórico de infância desajustada.

Embora isso não seja justificativa para alguém tornar-se um assassino, uma pessoa violenta ou um tipo qualquer de desequilibrado emocional, é a provável origem de muitos casos dessa natureza que assistimos acontecer. É possível até que em famílias desajustadas filhos consigam crescer sem serem muito afetados, as vezes até na mesma família de irmãos apenas um não consegue lidar com a realidade. Mas cada indíviduo é um mundo, particular e único.

Esta conclusão leva à lona aquela velha teoria: “ - Eu crio todos os meus filhos de forma igual.”. A única coisa que necessita ser igual para todos os filhos é o amor. A forma de disciplinar, a abordagem e o tratamento diante de alguns fatos tem que ser de acordo com a necessidade e a característica de cada criança.

Até onde se sabe as histórias da infância desses dois assassinos também coincidem com a infância da maioria dos assassinos e psicopatas. Histórias marcadas por ausências de pai, de mãe e por violências domésticas.

O agravamento que determinadas atitudes imprimem no ser humano depende tanto do nível da violência aplicada quanto da sensibilidade de cada um.

Desta forma, concluimos que todo cuidado é pouco para avaliarmos as maneiras como estamos criando os nossos filhos. Para alguns, nem é necessário ter havido violência física para machucá-los e torná-los desequilibrados, bastam palavras, indifereça ou, e, principalmente, o exemplo que damos com a nossa vida.

Cada filho de álcoolatra, de mãe desequilibrada, de família desajustada, de pai ausente; cada criança abandonada, discípulos de pessoas violentas e sem valores morais, são seres humanos desajustados em potencial. Mesmo que alguns consigam alcançar um aparente ajustamento social, se não forem totalmente fechadas as feridas da infância, em algum momento elas ressurgem e destroem toda a possibilidade de viver como um ser humano.

(Ivana Lucena)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A LUTA DE CADA UM


Além da nossa luta individual tem aquelas que assumimos com a nossa família elas nos ocupam por toda a vida, parece ser a razão unica da nossa existência. Para alguns, porém, as lutas se ampliam, lutam por um “ideal”. Essa decisão as vezes pode estar dentro da escolha da profissão. Ser professor é uma delas. Quando se dicide por tal profissão é imprescindível a consciência de que iremos nos dedicar para garantir o crescimento do “outro”. E, se esse outro conseguir um dia nos superar será maior ainda a nossa glória e convicção de ter realizado um bom trabalho. Não que um professor deva se acomodar e não almejar ir sempre mais adiante, pelo contrário, aprendemos desde cedo que a melhor lição nossa é o exemplo. Todavia, o que caracteriza a nossa profissão de educador é a dedicação pelo semelhante, é a busca de aperfeiçoar a nossa capacidade de ajudar cada vez mais e com mais competência ás crianças, jovens e outros adultos também para que descubram o caminho infinito do conhecimento. Reconhecer isso e respeitar a grandiosidade dessa profissão deveria ser um dever de todos aqueles que graças aos seus professores conseguiram alcançar cargos de poder. Também deve ser o dever de cada professor se reconhecer assim, se valorizar e, acima de tudo, valorizar aqueles por quem decidiu que seria a sua luta, o seu “ideal”.

sábado, 3 de julho de 2010

O MEDO DE ENFRENTAR



Muitos são os que preferem ficar quietos, mudos, para não por em risco o que consquistaram.

Quando vamos a uma igreja, um templo, e glorificamos a Jesus, parece-nos ali, naquela paz que o lugar oferece, que tudo foi mais fácil para ele.

Examinemos pois a história, testemunhada em livros que hoje compõem a Bíblia, neles vemos um jovem humilhado e ridicularizado por muitos, pelos maiores da sociedade, e, depois, perseguido até a morte, por causa das suas palavras, da sua decisão de ir até o fim declarando a verdade, assumindo todos os riscos.

Lembremos também dos homens, heróis dos nossos livros de História, que deram as suas vidas em lutas para que hoje fosse-mos livres. Isso é para nós uma mera contemplação. Não nos serve de exemplo. Acomodados hoje estamos, graças as suas conquistas, e nada mais importa.

Quando chegar o fim das nossas forças, da nossa saúde e vigor, será que a avaliação da nossa vida é a de que fizemos tudo o que era necessário e verdadeiro? Somos esse o exemplo para os nosssos filhos e aqueles que nos cercam?

Talvez consigamos enganar a nós mesmos dizendo ter feito apenas o que foi possível.

Para Jesus não havia só a possibilidade de enfrentar a sua luta, mas, também havia a de desistir se quisesse.

Os que nada entendem iludem-se com a verdade construída por seu próprio juízo ou questina em vão, examinando o vazio que sem compreender traz dentro de si: “...Até quando terás a nossa alma suspensa?...” (Jo 10,24)


sexta-feira, 2 de julho de 2010

FIM DA COPA PARA O BRASIL

Fim do jogo.
Fim da copa para o Brasil.
Fim do sonho de ser hexacampeão.
Mesmo quem não gosta "nunca" de futebol, quando chega a copa, de uma forma ou de outra, acaba se contagiando.
Os mais contrários alertam filosoficamente: "- Futebol é o ópio do povo."
Talvez seja realmente bom fugir da nossa realidade de vez em quando. Isso não quer dizer que , entre um jogo e outro, ou no final da copa, não tomemos de volta os nossos velhos problemas, responsabilidades e tudo o mais.
O fato é, que durante todo esse período de copa, casas, carros, bares, restaurantes, lojas e até repartições transformaram-se em sede da torcida verde-amarela.
Mas, ninguém se preparou pra perder, se é que alguém se prepara para isso.
Por mais que a derrota fosse uma possibilidade, como é em qualquer jogo, não seria para a seleção do Brasil, "o país do futebol".
Quando acontece, a gente fica com aquela sensação, perdoe-me a comparação, que sentimos com a morte de Airton Sena, sem querer acreditar no nosso luto. ´
Ninguém é capaz de nos consolar com a previsão que outras copas virão e, diferentemente da perda do nosso Airton Sena, essa perda de agora será totalmente esquecida quando a bola voltar aos pés dos nossos jogadores em 2014, em solo brasileiro, quando , mais do que nunca, acreditaremos novamente que somos invencíveis.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

POESIA: Outros motivos



Por tanto tempo

A minha vida foi você

Parecia eternamente

Hoje ela já não mais consegue

Ser minha vida somente

Todas as músicas

São suas

O cheiros

Lembram você

Quando caminho nas ruas

Em meio a mutidão

Há um vazio profundo

Uma ausência de razão

Paro

Reflito, então

Se você já não está

É porque hoje inexiste

Não é vida no presente

É passado

É ilusão

Tenho que me refazer

Enxergar outros motivos

Pra continuar a viver

Convencer a minha vida

Que ela não é você

domingo, 27 de junho de 2010

EMO É UM JOVEM QUE PRECISA DE ORIENTAÇÃO

Meninas emo se beijando

Já escrevi aqui, em novembro de 2009, um texto sobre os EMOS.

De lá pra cá, acreditei que pouco a pouco esse estilo já havia se modificado, que vinha se acabando como uma moda qualquer.

Triste engano. Esta semana, duas situações me acordaram novamente para este problema. A primeira, assisti na TV, no depoimento de uma mãe, cujo filho de quatorze anos, supostamente EMO, foi brutalmente assassinado por três jovens que se intitulam SKINHEADS . A mãe dizia, desesperada: - Não importa se meu filho era homossexual ou não, ele era ainda muito jovem para entender isso.

A outra situação assisti pessoalmente quando fui a um evento, um show de bandas nesse estilo de rock moderno com letras românticas. Pelo visual do público compreendi de imediato que se tratava de uma festa EMO. O que me chamou atenção foi o comportamento da maioria dos jovens. Meninas se beijando na boca, meninos de mãos dadas, trocando carinhos e sentados nos colos uns dos outros.

Não se trata de um julgamento puritano, mas de uma preocupação. Como mãe, não consigo impedir de me colocar no lugar dos pais daqueles garotos e garotas. Questiono-me: - Será que esses pais sabem o que seus fihos andam fazendo? Será que buscam compreeder o que está acontecendo?

A minha intuição responde firmemente que – NÃO! Penso que de alguma forma, todos esses pais são omissos ou mal informados. Os jovens são “expert” em argumentos para nos convencer da “normalidade” das coisas que não fazem parte da nossa “época”.

É preciso que se compreenda que ser EMO não é simplesmente um estilo musical ou de se vestir. Trata-se, antes de tudo, de um modo como os jovens buscam, entre si, resolver seus conflitos emocionais.

Para ilustrar tal situação, imaginemos duas pessoas que nunca receberam nenhum tipo de orientação para fazer um bolo e se juntam agora para fazê-lo.

Semelhante é a união desses jovens que buscam se ajudar mutuamente com relação aos seus sentimentos. Falta a eles a orientação de alguém experiente que os ouçam, os aconselhem e, acima de tudo, os façam sentirem-se amados, importantes. É preciso apresentar-lhes os ingredientes e algumas receitas de vida para que les façam as suas escolhas ou criem novas receitas baseando-se numa aula constante de amor sólido e edificante.

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