quinta-feira, 24 de junho de 2010

DROGAS – O AMOR É O REMÉDIO, A PREVENÇÃO E O TRATAMENTO.


Refletindo sobre os efeitos das drogas na vida das pessoas, penso em quantas delas já experimentaram e não tornaram-se dependentes. Concluo que, para se gerar uma depedência haverá uma necessidade de existir uma combinação particular entre a ação da droga e a expectativa de quem a utiliza. A raiz do mal não está na droga em si, mas na alma de quem fez uso dela. Em algum ponto da sua vida, acredito, essa pessoa perdeu a referência sobre os verdadeiros valores.

Sendo a droga um instrumento de fuga, bebe-se e droga-se para se distrair, “para curtir um barato”, porque, do contrário, nos sentimos incapaz de nos desligar da realidade, de relaxar diante de um lazer ou de momentos em que necessitamos retirar dos ombros o peso das cobranças e das auto-cobranças para nos sentirmos livres, leves e soltos.

Os que se perdem nas drogas, na verdade, antes disso, perderam-se de si mesmos. O maior risco para ocorrer isso é sempre na adolescência, quando tudo geralmente torna-se mais confuso e conflitante, provocado principalmente pelas próprias reações orgânicas do indivíduo nesta fase.

É preciso desde cedo, canalizar valores e orientar os caminhos. Não apenas com palavras, mas, principalmente, com exemplos, com presença. Não se trata de responsabilizar ou de culpar pai e mãe por tudo o que acontece na vida dos filhos. Sabemos que cada ser colocado sob o nosso encargo de cuidar e educar tem a sua alma própria com seus mistérios e caminhos particulares, que as vêzes fogem à nossa compreensão. Mas temos que buscar sabedoria sempre e tentar fazer o melhor. Sem a necessidade de sermos “super”. Se formos próximos e sinceros com os nossos filhos, eles saberão relevar os nossos erros, nossos equívocos e as nossas fraquezas. Se cada mãe e pai cumprir verdadeiramente o seu papel as drogas terão menos espaço na vida dos seus filhos.

Ivana Lucena

domingo, 20 de junho de 2010

ALERTA GERAL, MINUTOS ANTES DO JOGO.

Os relógios anunciam que o tempo está se esgotando. Todo mundo já foi avisado através dos principais meios de comunicação. Há um corre-corre louco nesses últimos instantes. As filas de carros de pessoas desesperadas para chegarem às suas casas crescem nas principais avenidas e ruas. O tempo parece muito curto para tomar as últimas providências, pessoas se espremem nos supermercados tentando recolher apressadas toda a provisão que podem levar para dentro dos locais seguros que escolheu para ficar juntamente com a sua família e com aqueles que consideram importantes. Fecham-se as lojas, os bancos, cartórios, cemiterios, igrejas... aos poucos as ruas vão ficando desertas. Só os desorientados se atrevem a sair agora.
O silêncio é geral, até o momento em que ocorre o primeiro gol. Então, toda a cidade, o estado, o país explode finalmente, em um só grito, uma só vibração. Viva o Brasil! Salve a Seleção! Temos um só coração agora, somos todos irmãos. Nem o espírito de Natal é capaz de tal milagre. O bom seria que o sentimento não fosse passageiro, que a copa do mundo se renovasse a cada dia dentro de nós e nos permitisse vibrar juntos à todas as conquistas alcançadas por qualquer irmão brasileiro ou do mundo inteiro, porque vivemos realmente ligados uns aos outros numa grande e maravilhosa bola que viaja solta na imensidão de um campo desconhecido.

sábado, 19 de junho de 2010

QUANDO O HOMEM VIRA FERA.


Com certeza eu sempre escrevo aqui o que penso ou acredito ser verdadeiro, mas nem sempre isso quer dizer que sou o que escrevo.

As vezes acho que antes de escrever para as pessoas estou escrevendo para mim mesma, para me convencer do que acho ser certo ou errado.

Essa semana, enquanto dirigia, meu carro foi cortado pela direita por outro que teimava em tentar penetrar a todo custo numa via que se estreitava até o ponto de só caber um carro. Resultado, acabei batendo o meu retrovisor no dele. Nada demais, não fosse o fato do outro motorista se exaltar tão inexplicavelmente, gritando e chamando muitos palavrões comigo.

Nesse instante, lembrei-me das palavras que eu mesma havia escrito: “Se alguém nos xinga, busquemos ser o exemplo da paciência e da educação.” Olhei para aquele homem alucinado, que parecia mais uma fera do que um ser humano, e falei camalmente, de dentro do meu carro:

- Fique calmo moço. Não aconteceu nada demais.

Nesse instante percebi que o carona ao seu lado parecia se esconder envergonhado com a atitude do rapaz. Ele próprio também demonstrou que se percebeu no papel infeliz que estava interpretando, colocou seu retrovisor de volta a posição correta, subiu o vidro todo do carro e se afastou de mim rapidamente.

Passado o susto, eu ainda chorei no volante, lembrando a ira que eu havia enxergado naquele olhar e pensava: - Quantas pessoas morrem e matam por tão pouco. - Simplesmente porque não aprenderam a se controlar.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SER MELHOR


Porque as pessoas nos decepcionam?

Porque elas são quem são.

Nós é que criamos espectativas e atribuimos à elas a obrigação de atendê-las.

Compreender os limites de cada um é um exercício difícil.

Não somos obrigados a aceitar os erros alheios, principalmente se nos magoam, mas temos que entender que cada um só pode oferecer o que tem.

A nossa contribuição para quem ainda não encontrou um nível de sabedoria que o eleva para além do seu egoísmo é ser o exemplo.

Se alguém nos xinga, busquemos ser o exemplo da paciência e da educação.

Se alguém nos despreza, busquemos ser o exemplo do carinho e da compreensão.

Se alguém nos deseja o mal, busquemos ser o exemplo do bem e do perdão.

Niguém disse que seria fácil.

Esse é o desafio.

Haverá momentos em que não conseguiremos alcançar o auto-controle.

Devemos nos perdoar por isso e continuar tentando.

Ser cada dia uma pessoa melhor e contribuir para que os que convivem conosco também consigam ser, essa deve ser a razão da nossa existência.

Perdoar sempre.

Compreender todas as vèzes.

Fazer, sem esperar o reconhecimento.

Basta a satisfação da certeza de ter feito o que deveria naquele momento.

sábado, 5 de junho de 2010

POBREZA


A pobreza tem um triste poder.

Além de ser um problema econômico e social torna-se, para muitos, um estado de espírito.

A pobreza gera a ignorância.

A ignorância transforma a alma de homens em instintos de animais.

Destroe a pele, o corpo, o sorriso, os sonhos.

A vida fica curta.

Não há horizontes, só os limites onde a vista alcança, determinado por paredes, grades, tábuas e muros.

Quando não há esses limites materiais, é ainda pior, vive-se estrangeiro, em um vasto mundo que se bloqueia nos limites internos de cada um.

O sofrimento que a pobreza imprime constroe seres alienados, seres inertes, seres indomados, que se auto-destroem ou destroem aos outros.

A quem interessa a pobreza alheia?

Certamente a nenhum sábio, mas a uns poucos que se julgam espertos, que detêm riquezas as quais nem conseguem usufruir.

Vendo esses homens, podemos concluir que a riqueza, tal qual a pobreza, é capaz de nos destruir, de transformar a alma em instinto, de igualhar a vantagem dos que tiveram tantos conhecimentos adquiridos a ignorância dos que nunca conseguiram tê-los.

Pobreza humana é o que temos, simplesmente, quando nos encontramos em qualquer um dos dois extremos.

sábado, 29 de maio de 2010

COMEÇARAM AS OBRAS PARA A COPA EM NATAL-RN


Poucas pessoas repararam , mas, começaram realmente as obras para a Copa de Futebol que será sediada em Natal em 2014. Talvez não tenham percebido porque o “pontapé” inicial, usando um trocadilho, foi derrubar a educação.

Explico: Antes de qualquer coisa, acharam por bem demolir o Centro Infantil Kátia Garcia, que há decadas funcionava no Centro Administrativo, em um prédio lindo, com salinhas redondas que de longe pareciam casinhas de pombos e com um parquinho entre elas.

O pior, fizeram isso sem a menor organização e respeito pelas crianças e pelos profissionais que ali trabalhavam, estes, espalharam por outras entidades por aí, e as crianças foram dispensadas para umas férias sem fim.

Começaram com um procedimento que no mínimo é significativo. Simboliza o descaso com a educação infantil nessa cidade, nesse estado e nesse país.

Porque não derrubaram primeiro o machadinho? Ou a governadoria? Quem sabe?

Comentam-se até que Natal está fora da copa, que não conseguiu cumprir os prasos, ou sei lá o quê. Se isso for verdade então eles realmente demoliram algo que não irá fazer falta alguma para o governo.

O Brasil tem a fama de ser “O país do futebol”, apesar de não ter mostrado muita coisa nos últimos tempos, mas se para promover esse evento destroem escolas sem se preocupar com as crianças, deveria ficar conhecido mesmo como “O país sem educação”.


domingo, 23 de maio de 2010

AS CASAS DAS MOEDAS


Alguns chamam, carinhosamente, a Igreja Universal do Reino de Deus de “A CASA DA MOEDA”, sabemos bem o porquê. Lá descobriram, de forma bem mais eficiente, o que outras igrejas experimentam há muito tempo e constantemente, a fórmula de fazer dinheiro fácil. Lutero deve estar “PROTESTANDO”, esteja onde estiver.

Esta semana eu fui arrebanhada por outra “CASA DA MOEDA”, o DETRAN.

Todo mundo que já tirou habilitação, renovou, foi multado, ou necessitou de alguma forma utilizar esta instituição sentiu-se lesado pelos preços cobrados pela mesma, pela burocracia e mal atendimento.

Quando recorremos as Centrais do Cidadão percebemos uma melhorada no ítem conforto, apenas.

Para pessoas honestas, trabalhar em um orgão como este é constrangedor devido a fama que já se espalhou sobre a corrupção exercitada ali. Para qualquer dificuldade há sempre um funcionário atencioso e solicito para agilizar a resolução do problema e no final receber a sua “bolinha”.

Ser guarda de trânsito então, tornou-se uma profissão conhecida como de profissionais com caráter duvidoso. Lamentável para uma minoria honesta que certamente ainda existe neste trabalho.

Uma coisa que achei interessante, só lamentei ter que pagar por isso, foi a prova de “Direção Defensiva” e “Noções de primeiros socorros no trânsito”. No final alguém comentou que se sentiu idiota respondendo questões tão óbvias. Mais idiota deveriam sentir-se as pessoas que na prática dirigem por aí ignorando atitudes tão óbvias, mas que são capazes de reduzir grandemente os riscos de acidentes.

Ao invés de estar tão preocupado em receber dinheiro com multas e outros serviços o governo deveria estar empenhado em investir em educação e reeducação sobre o trânsito promovendo cursos gratuítos e obrigatorios para os iniciantes e infratores.

Lamentamos que a função de educar para o trânsito tenha sido privatizada, atribuidas às auto-escolas que, certamente, só estão preocupadas com os seus lucros.

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