quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VIOLENTARAM A EDUCAÇÃO


Embora esteja eu assoberbada de trabalhos, não poderia jamais deixar de divulgar aqui um assunto tão relevante e tão triste, relativo a educação.

Uma grande amiga que conquistei através da blogosfera, Remédios, do http://recriart-ce.blogspot.com/ , ligou para mim hoje, por volta do meio dia, de Fortaleza, cidade onde mora.

Com a voz transparecendo aflição ela narrava para mim um episódio que assistia na tv local: - Você não acredita no que estou assistindo, professores agredidos pela polícia. – dizia ela, indignada – Está acontecendo agora.

Para comprovar o que me falava envio-me a foto que divulgo aqui.
 
Informei-me a respeito do episódio e soube que se tratou de um confronto entre os professores do estado do Ceará, em greve há 48 dias, e o pilotão policial que tentava impedir a entrada dos professores no interior da Assembléia Legislativa. No Youtube tem algumas imagens desse acontecimento triste.

Assisti também a uma declaração do governador do estado o sr Cid Gomes onde dizia que não esperassem enriquecimento na  rede publica, segundo ele, o professor deveria trabalhar por amor.

O sentimento que tenho diante de tudo isso é de extrema tristeza.

Todos perdem numa situação como essa. Perdem os professores, porque são humilhados ao reivindicar o reconhecimento dos seus valores; perdem os alunos de escolas públicas, que não tendo condição financeira para continuar seus estudos em escolas privadas, ficam reféns desse jogo político, vendo os seus direitos indo por ‘ralo’ abaixo; perdem os policiais que, pela profissão que exercem, tornam-se seres embrutecidos...; enfim, perde todo mundo, perde a educação; perde o país. Não há vencedores nessa luta.

Eu penso comigo mesma, e socializo com vocês a minha reflexão: - Que mundo é esse? Que sociedade é essa? - Ser mestre não deveria representar uma profissão honrosa, digna de respeito e admiração? – Que professor no Brasil é capaz de estimular seu filho ou seu aluno a seguir a sua profissão?

- O que temos para comemorar no próximo dia 15 de outubro, dia do professor?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO PARA O POLICIAL DE TRÂNSITO

Já era para eu ter contado esta história, mas, o mês de setembro é sempre tão corrido, muita gente amiga aniversaria nele, inclusive eu, no dia vinte e dois. – Ah... Aceito as congratulações atrasadas, obrigada! (risos).

Pois então..., continuando a história, eu havia ido a uma dessas comemorações, juntamente com a minha família quando no retorno para casa, por volta das dez horas da noite fomos parados num posto da policia rodoviária estadual.

Era uma noite de segunda-feira, depois de um dia inteiro de trabalho, por muita consideração nos dispomos a ir a este aniversário do outro lado da cidade, na zona norte. Naquele momento estávamos todos ansiosas para chegar em casa e descansar. Ao atravessar a ponte, de lá para cá, eu sem perceber passei em certa velocidade por cima da lombada que fica próxima ao tal posto.

Foi só o tempo de ouvir o apito e ver o guarda fazendo sinal para encostar o carro.Ele abaixou a cabeça para dentro da janela e foi dizendo, com um ar meio sarcástico – Está apressada? - respondi – Pois é, estou! – querendo aproveitar a graça da conversa – Mas, a senhora nunca ouviu falar que as vezes a pressa é inimiga da perfeição? – disse ele “cortando o meu barato”. Dei um sorrisinho amarelo, concordando que agora era uma dessas vezes.

Com aquela voz “treinada” de guarda ele foi dizendo – Seu documento e documento do carro! – Apesar de sentir a trágica mudança nos meus planos de chegar mais cedo em casa, eu tinha certeza de ser dispensada logo. Entreguei os documentos.

O policial examinou os documentos e questionou – Onde está o documento de 2011?- com naturalidade questionei – E esse aí é de quando? – delatando toda a minha desorientação – De 2010! – declarou, com firmeza. Não me abalei, pedi que aguardasse – Só um minutinho...! – Daí então, haja eu procurar o tal documento “pelas profundezas” da minha bolsa. Adivinhando o que estava acontecendo, ele nem esperou, – Pode deixar! – disse retirando-se com os meus documentos nas mãos, em direção àquela “casinha amarela”.

Não deu dois minutos, o policial me chamou pela janela. – Dona Ivana, venha até aqui, por favor... – eu muito tranquila, "sabendo que estava toda certa, ainda perguntei – Alguma coisa errada...? – “Alguma coisa errada?”´- repetiu ele, com aquele ar sarcástico, de novo. – Venha até aqui. – Disse, fazendo sinal para que eu entrasse, a fim de me mostrar algo no computador.

Sentei-me ao seu lado, sem enxergar direito pois estava sem os óculos, mas nem precisava, ele foi narrando – A senhora, Dona Ivana, simplesmente, não pagou a primeira parcela do IPVA. Não pagou a segunda... não pagou a terceira... não pagou a quarta... tem essa multa... essa outra... – Eu não acredito! – Disse eu com uma cara de surpresa que fez o guarda rir – E agora? – Ele foi respondendo: - E agora? Dona Ivana...? – Deu-me a resposta, citando o artigo da lei que referendava as suas palavras: - E agora é apreensão do carro e multa equivalente a sete pontos na carteira.

Olhando para aquela tela, sem enxergar nada, mas acreditando nas palavras do guarda, a única coisa que eu consegui dizer foi – Ei não faça isso não! Eu já estou com essas multas todinhas... se você me der mais uma, aí pronto, eu não dirijo nunca mais. – A senhora é professora né? – Como soube? – Pelo seu jeito, a minha mulher também é professora. Tá vendo, não quiseram estudar...? – Disse ele numa conversa mais amigável, que me deixou mais a vontade para me fingir de ofendida. – Ei, bichinho, saiba que professora estuda sem parar viu? – rimos, "já quase amigos".

Mas eu queria ter certeza logo onde aquela conversa ia dar, perguntei: - E aí, como é que fica? - A senhora quer que eu faça o que? – Ah, eu quero que o senhor me deixe ir pra casa dormir e não invente de botar mais essa multa, não! – rimos juntos novamente.

Voltando a ficar sério e sem me responder, ele se levantou da frente do computador e se dirigiu em direção à porta. Segui-o de perto.

De repente, ele se voltou e estirou a mão para mim com os documentos. – Eu não estou entendendo – disse eu estranhado o gesto, sem saber ao certo se era mesmo para eu pegar. – Ele insistiu com o gesto e disse: - Estão em suas mãos! – Entendendo menos ainda, peguei os documentos e falei: - Sendo assim, tá... Boa noite. Tchau!

Caminhei devagar em direção ao carro, com uma vontade de sair correndo dali e com o receio que ele estivesse vindo atrás de mim. Não veio. Vim mesmo embora, ainda confusa com o que aconteceu para ele me dispensar assim.

Contando essa história a alguns amigos, todos foram unânimes em afirmar:       - Ele queria era uma bola!  - o que significa dinheiro, suborno. Todo mundo sabia disso.  

Eu, agora refletindo, comecei a compreender o sentido daquele gesto dele. Ainda bem que eu não percebi isso na hora, o meu constrangimento seria maior do que o que estou sentindo agora. Definitivamente, eu não tenho jeito para essas coisas. Não saberia como fazer

Fico admirada como esse tipo de prática tornou-se tão “normal” a ponto de todo mundo já saber que grande parte dos guardas já param os motoristas com essa intenção.

Lógico que eu não queria ficar a pé, naquelas horas da noite, tão longe de casa, com a minha mãe e as minhas filhas e também não queria correr o risco de ter mais uma multa que me levasse à suspensão da carteira.

 Mas, o que eu gostaria de verdade, era que o guarda reconhecesse que tudo não passou de uma atrapalhada minha e que eu falei a verdade ao afirmar que no dia seguinte, com certeza, estaria regularizando tudo junto ao DETRAN (como o fiz).

Já que estamos, neste mês de setembro, em plena campanha de educação sobre o trânsito, acho muito apropriado começar educando os próprios profissionais responsáveis pela aplicação das leis do trânsito. Aula de ética, para eles.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0dvU7iqIpVcL7kYTUHIyrk57SV0RLYcaG03EuQR_Hdpp3Buc7qm037X3jvQoEXNAEjFCeSIOfMLROoRr1EzRvYj5m7bLXuO5IJf-7MiDvShxuuTHdrkEGHoF_LEl3Ji_3L53K-HaH65Y/s320/guarda+de+trânsito.gif

sábado, 10 de setembro de 2011

POESIA - Acordei!


Ontem envelheci
Nesta noite que não dormi
A minha realidade acordou
Seca
Clara
Nua
Vejo nítidas as pegadas
Vaguei a toa pela rua
Todos esses dias
Louca
Sonâmbula
Tua



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

REFLEXÃO SOBRE O 7 DE SETEMBRO.

Neste dia, em função da data em que se comemora a independência do nosso país e que suscinta várias reflexões com base na realidade em que o nosso querido Brasil enfrenta hoje, resolvi aqui divulgar uma colaboração que damos para a formação de futuros cidadãos brasileiros no CMEI em que trabalho. Será uma honra receber os meus amigos daqui no http://cmeisal.blogspot.com/ .
 
 Espero que gostem da reflexão sugerida no Blog e contribuam para enriquecê-la. Um grande abraço.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POESIA – NO ESCURO

QUE PENA
JÁ ERA O MEIO DO MEU CAMINHO
QUANDO TE ENCONTREI POR LÁ
EU QUE JÁ ANDEI TANTO
EU QUE SEMPRE FUI TÃO SÓ
ENCONTREI-TE TAMBÉM SÓ
 INICIANDO O CAMINHAR
ARRISQUEI-ME EM TEU CARINHO
ME PUXAS-TES PELA MÃO
 CONVIDASTE-ME A VOLTAR
 LEVASTE-ME AO PARAISO
DESCI AO INFERNO CONTIGO
ABRI MEUS OLHOS NO ESCURO
QUIS ABANDONAR-TE LÁ
TARDE JÁ SE FAZIA
MINHA ALMA NÃO ME PERTENCIA
E A TUA ALMA PERDIDA
SÓ TINHA UMA LUZ NESSA VIDA
QUE VINHA DO MEU OLHAR
ACEITASTES A MNHA MÃO
RETORNAMOS A CAMINHAR
JÁ IAMOS LONGE NA ESTRADA
QUANDO OLHASTES PARA TRÁS
LASTIMANDO A TUA SINA
CONVIDASTE-ME PRA VOLTAR
A TRISTEZA
DESDE ESSE DIA
FEZ MORADA EM MEU OLHAR
DECIDI SEGUIR SOZINHA
E A LUZ QUE ERA TEU GUIA
NUNCA MAIS TORNOU A BRILHAR
FEITO UMA ALMA PENADA
VAGUEIO CEGA PELA ESTRADA
QUE NEM SEI ONDE VAI DAR
QUANDO SOPRA UM VENTO FORTE
TRAZ A LEMBRANÇA DE LÁ
TRAZ O CHEIRO DA TUA PELE
E SEJA EM QUE RUMO EU FOR
OUÇO NELE O TEU SUSSURO
DECLARANDO O TEU AMOR

sábado, 20 de agosto de 2011

QUANDO A CORAGEM NÃO VEM


Esta citação tem tudo a ver com o que eu vou falar:
“... a coragem não é o contrário do medo, mas a vontade de seguir em frente mesmo diante do medo”. (Michael Gelb, p. 133).

http://www.clubedafala.com.br/
Esta semana, precisamente na quarta-feira passada, dia 18 de agosto de 2011, me vi entre o medo de falar em publico e a vontade de fazê-lo. Faltou-me a coragem.

 Por algumas vezes ensaiei mentalmente  no meu canto,  pegar o microfone e me apresentar diante da plateia de pelo menos duas centenas de diretores de escolas da rede publica municipal de Natal, RN; alguns representantes da Secretaria Municipal de Educação e o próprio Secretario de Educação, para expor a aflição que se passava dentro de mim. Não consegui.

 As minhas mãos estavam suadas e o coração acelerado dificultava arrumar as ideias na cabeça. Pensei em escrevê-las. Escrever é sempre bem mais fácil para mim do que falar, mas temi que as minhas mãos tremessem segurando o papel e denunciassem diante de todos o meu medo, ali na frente.

Eu sabia que dificilmente me perdoaria depois por haver perdido a oportunidade e dizia isso a mim mesma, prevendo o sentimento que haveria de amargar depois. Lembro-me de que não foram poucas as vezes que isso aconteceu, não apenas em publico, mas também diante de alguém que merecia ouvir umas verdades das quais eu não tivera a coragem de falar.

É bem verdade que já venci na vida muitos medos como o de dirigir, de entrar sozinha em elevador e o medo para atravessar pela primeira vez uma “passarela” (aquelas de concreto que ficam sob as ruas). As sensações experimentadas, eu lembro, eram quase de pânico, semelhante a de falar em publico, só que, naqueles casos talvez tenha sido menos difícil pelo fato de não me expor para as outras pessoas. Era entre o meu medo e eu somente.

Eu costumo dizer que o maior de todos os mestres é a “necessidade”. Ela não nos permite pensar na segunda hipótese, a de não tentar.  

Quando desistimos de nos obrigar a fazer algo que temos medo é porque, certamente, buscamos conforto em outras possibilidades de alguém fazê-lo por a gente ou de encontrarmos outras estratégias para conviver sem aquilo.

A necessidade que nos obriga a enfrentar os medos está muito além da nossa vontade simplesmente. Todavia, muitas vezes a vontade pode ser tão forte a ponto de transformar o objetivo em uma necessidade intima.

 Essa é também uma estratégia de motivação, descobrir que, apesar de ser capaz de sobreviver sem “aquilo”, a importância do mesmo para você torna-o necessario para enfrentar o medo e alcança-lo.

Essa estratégia de motivação também já me auxiliou algumas vezes a enfrentar o medo de falar em publico. Quem me conhece na intimidade há de pensar que estou mentindo aqui, pois aparentemente não se identifica em mim a característica de timidez.

Considero, porém que falar em publico em casos semelhantes ao que me refiro neste texto, está além da condição de timidez ou espontaneidade, trata-se de um receio da exposição da imagem e do julgamento alheio.

Para se expor ao julgamento dos outros é preciso sentir-se muito segura de si no sentido de estar preparada para não desmoronar caso não seja bem sucedida.

Nesse caso, em particular, tratava-se da necessidade de usar o microfone para sair em defesa própria e de outras gestoras que estão, segundo especulações e também as intenções que transpareceram nas palavras do Secretario, suscetíveis de serem exoneradas injustamente pelo motivo das educadoras das escolas que elas dirigem haver se negado a cumprir, na véspera de um feriado já prescrito no calendário, uma determinação de suspenção do mesmo.

Infelizmente nenhuma de nós teve a coragem de ir lá na frente e dizer as verdades que o Secretario precisava ouvir. Apenas uma educadora, que não está diretamente envolvida no risco da exoneração se manifestou em defesa das gestoras A sua atitude causou um mal estar tremendo, a ponto dela ter sentido a necessidade de voltar ao microfone para diante da autoridade, o Secretario Municipal de Educação se desculpar pelo fato dele haver se sentido ofendido com a suas palavras.(Ver na íntegra no Blog do Forum de Gestores Municipais).

Assim, o que temos? Na falta de coragem, impera o silêncio, a conformação de alguns e as aflições individualizadas.

v  (Fonte da citação: Como Descobrir Sua Genialidade / Michael Gelb; tradução de Geni Hirata – Rio de janeiro: Ediouro, 2003.)

sábado, 13 de agosto de 2011

AMIGO VELHO


Avistei um amigo que a muito eu não via. Demorei um pouco para convencer-me de que era mesmo ele. O rosto que eu guardara na lembrança não tinha aquelas rugas, a pele flácida e o cabelo escasso e grisalho.


É incrível o trabalho de que a natureza faz na gente. Parecia que eu estava diante de uma imagem tratada no photoshop, o meu jovem amigo, envelhecido.

O interessante é lembrar que naqueles tempos jamais passava pela nossa cabeça que nenhum de nós iria envelhecer dessa forma. A juventude tem esse efeito de ilusão. Deve ser por isso que há tanta gente convencida de uma superioridade eterna.

Embora pareça cruel o que a natureza faz retirando de nós todo vigor e beleza da juventude, com isso ela impõe uma condição de humildade e resignação das quais muitos necessitam.  Quem andava de coluna ereta, é forçado a curvar-se.

Ajuizados são aqueles que conseguem prever a velhice e nos dias da sua mocidade cultivam sementes que lhes trarão frutos doces para saborear juntos aos seus.

O risco dos que por ignorância ou soberba mantiveram distante de si pessoas queridas é no futuro amargar a solidão. Mas aos que foram amorosos e protetores, dificilmente faltará quem lhes retribua quando as suas forças se enfraquecerem.

Pensei naquelas pessoas a quem conhecemos depois de velhas. Não é verdade que muitas vezes temos a impressão sempre foram assim? Que a velhice é parte da sua personalidade?

Lembrei-me do meu avô, eu já o conheci velhinho. Nunca conversei com ele sobre coisas da sua mocidade. Jamais se passou na minha cabeça infantil a ideia de que o meu avô um dia também fora um menino.


E quando é de nós que a velhice se aproxima? Isso ás vezes provoca uma confusão entre a imagem da nossa alma e a que está no espelho. Até nos acostumarmos a ser chamado de senhora ou de senhor leva um tempo maior para a gente do que para as pessoas que acabaram de nos conhecer.

Confortam-nos saber que não há distinção para a natureza. Mesmo para os ricos e vaidosos que tentam a todo custo adiar os seus efeitos, chega o dia de render-se a eles. Envelhecer não é uma condição que se submete a nossa vontade e há muito sofrimento para os que não conseguem aceita-la.

É preciso enxergar que, assim como em todas as fases da nossa vida, a velhice traz coisas boas para aqueles que exercitam a sensibilidade para percebê-las, a sabedoria forjada na experiência é uma delas.

Quando se envelhece já não há mais tempo para valorizar as futilidades. O nosso olhar se volta para as coisas que de verdade merecem o nosso apego. 
     
(Ref. Imagens apenas para efeito ilustrativo, retiradas do site http://www.photoshoptotal.com.br/tutorial-de-photoshop/67/como_envelhecer_o_rosto_de_uma_pessoa)                          
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