quinta-feira, 5 de maio de 2011

QUE MUNDO É ESSE, QUE ESTAMOS VIVENDO?


Gente, essa coisa de não poder ajudar aos outros por medo é uma coisa muito louca, mesmo.

Se é terrível constatar o quanto um ser humano pode ser perverso, é mais triste ainda saber que muitos se aproveitam justamente da boa vontade e do espírito solidário  do outro.

No caso do episódio que eu contei no post anterior, é verdade que se tratava mesmo de um golpe, não para me assaltar, acredito, mas para levar algum dinheiro e comprar drogas.

Contei a história para muita gente, a fim de que ficassem alertas para as dicas que os policiais me deram. Acabei ouvindo várias histórias semelhantes.

Uma colega me contou que, também pela madrugada, uma senhora chamou em sua porta pedindo ajuda para, segundo ela, pegar o seu neto que estava no hospital. Ela afirmava morar em uma casa naquela mesma rua e demonstrava muita aflição.

Essa colega me disse que chegou a acordar o marido e a abrir o portão para conversar com a tal mulher. Por sorte, uma vizinha acordou e quando  perguntada se a conhecia, imediatamente desmentiu a história de se tratava de alguém que morava por ali.


Só nesse instante foi que ela começou a refletir sobre o perigo que poderia estar expondo o seu marido ao acordá-lo para sair no carro com aquela desconhecida, altas horas da madrugada.

Felizmente, voltando para perto da mulher, ocorreu-lhe a ideia de falar que o seu vizinho era policial e que iria pedir a sua ajuda.

Para confirmação da sua suspeita, a tal senhora sumiu com a desculpa de que iria em casa e voltaria logo. Nunca mais voltou.

Soube-se, depois que essa mesma mulher aplicou o mesmo golpe em outro morador daquela vizinhança. Por sorte, já no caminho, ele desconfiou das intenções da mulher ao querer se desviar do trajeto proposto para o hospital, se revelou ser um policial e obrigou-a a descer do carro. Escapou, com certeza de uma emboscada.

Ouvi uma outra historia, desta vez, mais relacionada a falta de assistência publica.

Uma amiga me contou que voltava da faculdade, por volta das seis horas da noite e ao descer do ônibus, acompanhada de outra amiga, deparou-se com uma pessoa caída na beira da calçada.
 Aproximando-se, viram que se tratava de um senhor de idade avançada. Conferiram se estava vivo, respirando, constataram que sim. Mas o fato dele estar desacordado e com o corpo quase todo estirado para a parte da rua, onde passavam muitos veículos, causou-lhes a preocupação de que algum carro pudesse passar por cima das suas pernas.

Não vendo nas proximidades, ninguém que pudesse ajuda-las a afastar o corpo e também com o receio do mesmo ter alguma fratura, ou algo que pudesse piorar sendo removido de qualquer jeito, resolveram atravessar até o outro lado da rua onde, coincidentemente, tinha um posto da SAMU.

Ao chegar na recepção, dirigiu-se para uma moça que ali estava e narrou todo o ocorrido. Depois de ouvir tudo, a moça explicou que só podiam atender a pedidos pelo telefone. Sugeriu que fossem até o orelhão que ficava na própria calçada do SAMU e ligassem de lá.

Seria hilária essa situação se não fosse trágica.

Desnorteada, as duas seguiram em direção ao tal orelhão apontado e dá lá fizeram a solicitação de socorro.

O que ouviram do outro lado da linha foi inacreditável. Questionaram se elas haviam cheirado a boca do homem desacordado para verificar se ele havia bebido. Ouvindo a resposta negativa, a tal voz masculina, de imediato diagnosticou o caso e deu o veredito. – Com certeza é um bêbado caído e a gente não perde tempo com isso não!

O chão parecia faltar, disse-me a minha amiga. Elas voltaram para o lugar em que o homem estava caído e alguém já o havia ajudado a levantar-se e ir para um lugar mais seguro.

Depois disso, ela me disse que caiu em um choro descontrolado, sentindo uma miscelânea de sentimentos, “revolta, tristeza, indignação, impotência e uma raiva de si mesma por não saber a quem recorrer para cobrar seus direitos em uma situação como esta”.

Com certeza, cada um de nós já passou por situações como essas onde a única pergunta que cabe ser feita é – Que mundo é esse que estamos vivendo?


terça-feira, 3 de maio de 2011

EU AJUDO - TU AJUDAS - QUEM NOS AJUDA?


Não sei o que vocês fariam no meu lugar.

Noite passada, adormeci cedo, mas, por volta da meia-noite, fui acordada por minhas filhas avisando que tinha uma mulher na calçada de casa, em trabalho de parto, pedindo ajuda.

Levantei-me ainda atordoada, tentando compreender o que estava acontecendo. Fui até o portão e dei com uma mulher vestida em um pequeno short e uma blusa dobrada deixando á mostra uma barriga enorme. Ela se contorcia dando entender que estava sofrendo fortes dores de parto.

Cumprimentei-a e questionei sobre o que ela estava querendo. Explicou-me que era uma moradora de rua, que estava abrigada embaixo de um cajueiro próximo á minha casa e havia entrado em trabalho de parto. - Naquela hora – lembrou-me, ela – não havia mais transporte para ir para a maternidade. -Esclareceu que estava pedindo uma ajuda para pegar um taxi.

Quando questionei a respeito de chamar a SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), ela me disse já haver tentado, mas foi informada de que estavam em ocorrência e não poderiam atendê-la.

Fiquei compadecida daquela pobre criatura, mas não sabia ao certo qual deveria ser a minha atitude. Por fim, decidi ajuda-la e me prontifiquei para leva-la em meu carro até a maternidade.

Demonstrando-se agradecida, disse-me que ia até o local onde estava acampando pegar algumas coisas para levar e chamar um filho seu para acompanha-la.

Enquanto me vestia para leva-la, muitos questionamentos começaram a surgir. Passamos a analisar a hipótese de se tratar de uma farsa, talvez uma cilada para um assalto, ou coisa desse tipo.

A essa altura da história, eu e as minhas filhas já estávamos bastante assustadas. Tivemos a ideia de buscar ajuda por telefone.

Tudo tinha que ser muito rápido, antes que a mulher voltasse.

Telefonei para o 192 (SAMU) e fui atendida por uma telefonista que depois de ouvir a minha narrativa pediu que aguardasse na linha enquanto passava para o ramal do médico. A ligação acabou caindo, sem eu conseguir falar com ele.

Voltei a ligar, desta vez um rapaz atendeu, expliquei novamente o que estava acontecendo, ele transferiu a ligação e por sorte deu certo, desta vez. Quando narrei todo o ocorrido, o tal médico, que concluía cada frase sua com um – Tá bom? - me explicou que essa não era uma ocorrência para o serviço da SAMU. – Tá bom?

Aflita, ainda tentei explicar a real situação dos fatos – A mulher é uma moradora de rua – disse eu - está em trabalho de parto e não tem como ir para a maternidade nesta hora da madrugada. – Ele, sem nenhuma comoção, se limitou a me esclarecer que não se caracterizava em uma emergência. – Trata-se, apenas, do curso normal da natureza. Tá bom? – concluiu.

- Mas e aí? O que fazer em uma situação como essa? – Infelizmente a SAMU não pode atender. – Tá bom? – Ela tem que procurar um transporte ou a senhora, se quiser, pode leva-la à maternidade. – Disse-me ele, jogando um balde de água gelada na minha cabeça e finalizando com um - Tá bom?

Explodi. – Não!  Não tá bom coisa nenhuma! Não tem nada bom aqui! O que vai ser dessa criatura, se nós não temos a quem recorrer em uma situação como esta?

Percebendo a minha alteração, o tal médico falou que a culpa não era dele e, antes que desligasse o telefone na minha cara ainda ouviu – A culpa é sua sim, é minha também, porque estamos elegendo, o tempo todo, incompetentes e corruptos incapazes de atender as nossas necessidades...

Resolvi tentar a policia, 190. O policial me atendeu e quando expliquei tudo o que estava acontecendo ele simplesmente me disse – Isso não é um trabalho da polícia. – e desligou o telefone.

Fiquei parada, com o aparelho telefônico ainda nas mãos, as minhas filhas me fitando assustadas e eu sem saber o que fazer. Parecia que a todo instante ouvia os passos da mulher se aproximando, acompanhada, sei lá por quem, para cobrar a promessa que fiz de socorrê-la.

Liguei de novo para a policia e desta vez já fui logo contando a história e esclarecendo que já estava informada de que não era um dever da policia socorrer a mulher em trabalho de parto. O que eu estava solicitando agora era simplesmente uma proteção à minha pessoa e à minha família para que eu pudesse prestar um socorro sem correr nenhum risco de vida. Pedi que mandasse uma guarnição até a minha casa.

Meia hora depois chega dois policiais em uma viatura. Após escutar detalhadamente toda a história e questionando sobre o tempo que fazia desde a hora em que a mulher tinha ficado de retornar, eles explicaram que com certeza tratava-se de um golpe.

 Repasso agora as orientações dadas pelos policiais, por considerar muito importante e válida para qualquer um de nós que por ventura seja envolvido em uma situação semelhante.

- Jamais abra a porta para nenhum estranho. Jamais! Pode ser pedindo água, comida, ou qualquer tipo de ajuda.

- Em casos de pedidos de socorro, digam que tem um irmão, um marido ou um parente que é policial e está de plantão e que irão ligar para ele vir ajudar. Isso serve como um teste. Se for um golpe, com certeza não ficarão aguardando.

Só para concluir a minha história. A tal mulher grávida desapareceu misteriosamente naquela madrugada, da mesma forma que surgiu.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ENQUANTO O LIMITE NÃO CHEGA


De frente para o portão do condomínio, ainda discutia consigo mesma sobre a razão de voltar ali, mais uma vez. Tentava convencer-se de que a situação era diferente, afinal, a ligação que recebera ontem a noite deixava claro que ele não estava bem e, “só por isso”, ela tomou a decisão de vê-lo.
Abaixou o vidro do carro para identificar-se na portaria. O olhar que o porteiro lançou parecia acusa-la de ser incapaz de manter a palavra.
– No mínimo ele deduz que se eu demorei a vir aqui é porque teria tomado vergonha na cara, de uma vez por todas e não voltaria mais. – pensava isso, enquanto a razão lhe chamava de volta – Que bobagem, o que saberia este pobre porteiro do papel de besta que venho desempenhando há quase um terço da minha vida? – Ainda poderia dar a volta no carro e ir embora. – Mas aí  sim... - pensou, novamente – chamaria a atenção do porteiro e de todos ali. Isso poderia recobrar a lembrança deles sobre aquela noite infeliz em que mais uma vez a promessa de um encontro cheio de alegrias e amor, transformou-se, sem “quê-nem-mais” em uma praça de guerra.
Apesar de todo o esforço para convencer-se do contrário, aquela ida ao seu apartamento, às sete da manhã, parecia em tudo com a rotina que tinha se estabelecido desde que ele havia sido demitido do emprego.
Tinha momentos em que perdendo a paciência jogava-lhe na cara o quanto “sem futuro” ele havia se tornado e em outros deixava-se levar pelo lado “samaritano” de tentar ser mais compreensiva e dar-lhes outra chance.
Aliás, outras chances, pois essa coisa de que - além dela, não havia mais ninguém no mundo capaz de compreendê-lo.-  foi fermentada em sua mente e durou por todos esses anos.
O que verdadeiramente ela tinha certeza era de que possuía um limite. Só não sabia ao certo em que tempo este chegaria. Muitos lhes afirmava que – Nunca!
Agora, parecia, enfim que o limite chegara. As suas chantagens e promessas ilusórias já não surtiam o tal resultado enfeitiçador e antes. Já não sofria tanto a sua ausência. Descobriu que era capaz de respirar sozinha.
            Mas, se assim fosse, o que significava estar ali novamente, atendendo a mais um chamado seu? – Essa era uma incógnita, já que se recusava a crer que haveria se enganado a respeito do seu limite. – Limite de tolerância. – Limite de amor próprio. – Limite de não deixar-se persuadir. – Limite de independência. – Limite de vergonha na cara...
Apanhou a chave embaixo do prato do vaso de plantas e introduziu-a na fechadura. Começou a deduzir tudo o que se passaria lá dentro. Já havia se preparado em casa para o encontro, a calcinha nova, a pele bem hidratada, depilada, perfumada... – Que loucura estou fazendo de novo? – pensava isso sem a menor força mais para resistir.
A bagunça do apartamento delatava que tudo realmente continuava como antes.
Caminhou até o quarto e lá estava aquele a quem por tanto tempo chamara de “seu homem”, deitado de bruços, com o lençol jogado sobre as pernas e as costas á mostra, de longe sentia o seu cheiro... a armadilha estava novamente armada.
“O lobo” virou-se para a sua presa e disse, em meio a um sorriso largo e irresistível – Tire essa roupa!
Enquanto se despia, ainda discutia consigo mesma, como se fosse capaz de encontrar um meio para não cair naquela cilada. A única constatação possível era – Não deveria ter vindo. – Mas... – Da próxima vez...!


sábado, 23 de abril de 2011

MUDANÇAS NO VISUAL


O meu novo “look” tem provocado muitos elogios.

Sorte minha que ficou bom, porque o que pouca gente ficou sabendo foi a resenha que ocorreu para eu chegar a esse visual tão elogiado.

Pois bem, vou contar.

Já tinha algum tempo que eu estava incomodada com o meu cabelo, ele havia crescido um bocado e estava sem um corte. Jogado para trás das orelhas, lembrava-me assim... Sabe aquele cara do interior, cabeludo, que faz o maior sucesso no “forró” quando chega com a sua bicicleta enfeitada? Era eu, no espelho.

Resolvi que ia dar um jeito nisso. E aí, cadê encontrar tempo para ir a um salão? Então apareceu uma oportunidade, depois do trabalho, no horário do almoço, não tinha que pegar nenhuma filha na escola naquele dia, resolvi aproveitar a chance.

Saí pelo bairro inteiro, próximo ao meu trabalho, procurando um salão de beleza que tivesse aberto. Qual o quê?! Comecei a achar que todos os cabelereiros do mundo tinham ido almoçar na mesma hora.

Já estava desistindo quando me lembrei de um amigo que tem uma avó cabelereira. Liguei para ele que me incentivou a ir lá na sua casa pois, segundo ele, havia visto há pouco tempo ela cortando o cabelo de alguém.

Arrisquei. Chegando lá, a avó cabelereira me atendeu com a maior gentileza. Lavou os meus cabelos e questionou a respeito do modelo do corte. (Pense em três coisas que eu tenho a maior dificuldade de escolher: peixe, carne e corte de cabelo).

 - Quero somente que a senhora dê um jeito no meu franjão. – Disse eu  imaginando sair com uma imagem bem próxima a de Ivete Zangalo. – Com a diferença apenas na altura. Por que isso, claro, era pedir demais à cabelereira.

Devo dizer que cadeira de cabelereira, para mim, é semelhante a de dentista, impossível de relaxar.

Confesso que achei muito estranho o modo como ela juntou quase todo o meu cabelo em um molho no alto da cabeça. Ainda consegui soltar um – É pra cortar só um pouquinho... – Tarde demais, a tesoura dela foi mais rápida!

Olhei para o espelho e vi na hora Xitãozinho e Xororó (no início da carreira).

Não teve como disfarçar. A coitada ficou arrasada com a cara que eu fiz. Desculpou-se como pode, justificou que eu não havia sido clara com o pedido do corte e negou-se a cobrar pelo serviço.


Saí de lá com os vidros do carro levantado e, como criança que faz uma arte, fui direto para a casa da minha mãe, pedir socorro.

Quando cheguei na casa dela, foi pior ainda, dei de cara com a sua cachorrinha poodle, com um corte de cabelo igualzinho ao meu.

Mamãe tentou me ajudar como pode. Não conseguindo me convencer de que “- Não ficou tão ruim, assim...”, ela catou lá por dentro do quarto uma xuxa para eu amarrar o cabelo e dois tic-tacs para prender os tufos que sobravam dos lados. Olhei no espelho e a coisa estava pior ainda.

Soltei os cabelos. Resolvi ser uma pessoa assumida, que não estava nem aí para a opinião dos outros quando mangassem de mim ao olhar para o meu cabelo ridículo.

Desisti. Entrei no primeiro salão de beleza que encontrei e, para minha sorte, encontrei uma cabelereira que depois de ouvir todo o meu drama resolveu que poderia dar um jeito.

Daí Here is my beautiful new look!!” …Ufa!!!! 
(o inglês é só para dar uma ideia mais chique do resultado) – Tomara que vocês aprovem!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

AS RECORDAÇÕES VÊM ASSIM... DE DIAS CHUVOSOS, AS VÊZES.


Hoje, o dia chuvoso fez-me recordar a minha infância lá no sítio dos meus avós. Dias assim sempre fazem isso. Os outros dias também (risos).


(Imagem do terreno que fica em frente a minha casa - Ele tem sido um bom auxílo para as minha recordações - Sorte a minha o tê-lo, numa cidade onde quase tudo já é de concreto.)


Lá, a chuva caía forte sobre as árvores que cercavam a casa. Coqueiros, mangueiras, jaqueiras, laranjeiras, goiabeiras..., ficavam todas com um verde lustrado pelas águas das chuvas.

A mim e a minha irmã restava apenas assistir a este espetáculo já que não podíamos estar correndo e brincando pelo sítio a fora como fazíamos sempre.

Mas, outro espetáculo nos aguardava. Quando a chuva diminuía um pouco a gente descia do alpendre da casa em direção aos coqueiros que formavam uma fila, seguindo uma ladeira. A gente levava barquinhos de papel e alguns bonequinhos minúsculos de plásticos, chamávamos esses bonequinhos de “cuzinho pra trás”, devido a sua posição rígida, sentada. (risos).

A brincadeira consistia em colocar os tais bonequinhos, “cuzinho pra trás”, dentro dos barquinhos e soltá-los correnteza abaixo, a partir do primeiro coqueiro, no topo da ladeira. Dependendo da força que a água ainda tinha, era preciso correr para acompanha-los, rodopiando ao redor dos coqueiros e descendo ladeira abaixo.

Aquele espetáculo dos pequenos redemoinhos, cachoeiras e correntezas, pareciam enormes na nossa imaginação e desafiadores para os barquinhos.

Certamente, a minha irmã ao ler isso aqui será também transportada no tempo (risos). A gente sempre conversa sobre essas coisas.

Dizem que depois de uma certa idade, vivemos de recordação. Se assim o for, temos combustível bastante para muitos anos de vida.

Porém, hoje eu digo que não acredito muito nessa premissa mais não. Percebo que agora os idosos vivem de boas recordações sim, os afortunados que as tem, mas também vivem, felizmente, do presente, de experiências novas que são aprendidas a cada dia.

Não poderia deixar aqui, de lembrar o exemplo glorioso da minha querida amiga, pessoal e de Blog, D. Águida, http://vovocibernetica.blogspot.com/,  que depois dos oitenta e três anos de idade descobriu a internet como possibilidade de sair de casa, de visitar os amigos e conhecer o resto do mundo.

Todavia, reafirmo o prazer de recordar, sempre, não importa a idade.

 Precisamos ter experiências gostosas, prazerosas para alimentar as nossas lembranças e confirmar que viver sempre valeu e vale a pena.

Vamos recordar os dias de chuvas? ...E os de sol? ...E os nublados? (risos).



domingo, 17 de abril de 2011

É POSSÍVEL TRANSFORMAR O MUNDO, TIÃO ROCHA PROVOU ISSO


Tião Rocha é um brasileiro, um EDUCADOR , na supremacia do valor que esta palavra pode expressar.

Tomei conhecimento a respeito dele no Blog http://educa-tube.blogspot.com , um canal excelente para pesquisas de vídeo exclusivos para a educação.

O trabalho que esse homem vem conseguindo realizar reascende em nós a certeza de que somos capazes de mudar o mundo.

Ele mudou o mundo. O mundo daquelas pessoas que vivem lá no interior de Minas Gerais. Se alguém duvida disso, é só pesquisar e só refletir como seria a vida delas se Tião Rocha não tivesse sido teimoso e acreditado no seu sonho.

Hoje a ONG que ele idealizou e mantém atende mais de 30 mil pessoas em espaços educativos localizados nos estados de MG, SP, BA e até fora do Brasil em países como Moçambique e Guiné Bissau.


Não há dúvidas de que nem tudo são flores, de quem nem tudo foi sucesso, foram glórias e acertos.

Mas há uma certeza plena a de que ele conseguiu provar que podemos fazer a diferença para a vida das pessoas se nos despirmos um pouco dos nossos próprios interesses pessoais.

Seja no plano da educação, da saúde, da espiritualidade, da assistência social, da assistência jurídica, da arte, ou seja lá qual for a nossa possibilidade de contribuir, é possível sim transformar vidas.

Basta acreditar no sonho e buscar pessoas para sonharem juntos. Foi o que Tião Rocha fez
mo dizia o nosso poeta Raul Seixas:
“Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade.”


Confira esse vídeo. Ele mostra bem direitinho o trabalho realizado pelo CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).

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