domingo, 20 de janeiro de 2013

INDICAÇÃO DE LEITURA

Hoje estou aqui só indicando para leitura uma postagem que eu fiz em outro Blog. É uma reflexão sobre a minha dificuldade em memorizar informações e a minha capacidade natural de assimilar os conhecimentos de forma espontânea, a que eu chamo de pé de pega-pinto, no texto.

http://cmeisal.blogspot.com.br/2013/01/conhecimento-para-alem-do-pe-de-pega.html

É também uma forma de conhecerem o meu outro Blog. 
Um abraço aos amigos daqui.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"POLÍCIA PARA QUEM PRECISA..."



Nando é filho da minha vizinha Ele veio há pouco tempo para Natal, juntamente com a mãe e dois irmãos, de uma cidade do interior de São Paulo. Há uma coisa que admiro nele, além da sua habilidade em socializar-se é a sua vontade, sempre expressa em atitudes, de trabalhar. Tem apenas quatorze anos e, não podendo trabalhar ainda, “topa qualquer serviço”, como se diz. Agora mesmo está “fazendo bico” em um lava-jato do bairro.

Ontem ele me veio com mais uma das suas “novidades”, esta me chamou bastante atenção. Contou-me que naquela hora, por volta das sete da noite, estava retornando do trabalho quando viu uma moça descendo do ônibus. De longe, segundo ele, confundiu-a com uma das minhas filhas e aproximou-se dela, de bicicleta, para falar. A jovem, assustando-se com a iminente abordagem daquele “estranho”, correu em direção ao posto policial que fica de frente para a parada.

A atitude de Nando, embora surpresa para mim, foi totalmente compreensiva. Ele contou-me que ao perceber a polícia vindo em sua direção, disparou na bicicleta em busca da casa de uns amigos que ficam por ali nas proximidades. Explicou: - Eu estava um pouco sujo, do trabalho, sem documentos, com um celular e um dinheiro no bolso, que acabara de receber pelo meu trabalho. O meu medo era que eles tomassem o meu dinheiro e ainda fizessem alguma coisa comigo, antes que eu pudesse provar que não era um marginal.

Nem vou colocar aqui as minhas conclusões sobre tal ocorrido. Estou certa de ser a mesma de todos vocês.


*PS. O nome do menino foi substituído para preservar a sua identidade.ino foi substituído para preservar a sua identidade.

Fonte da imagem:  
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh72n4BuTbU_9trHdEF7bkBIjgH3WHdPWsyP_VC2dY1xlU1TrMdcgWjZ5aMTrKFsWYAtWhC9NnhzaaYFo-pUzJ5Ma5uMLwr5w2iUPQ4gPU-kNZJOxWoeY3JnCqJeMkNMiYDmyd34px1KEpD/s400/bicicleta.jpg

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

“DE ALMA LAVADA”




Fiz uma visita ao CEMURE ontem.

Voltar naquele lugar de onde eu saí há um ano em uma situação altamente revoltante e assistir a professora Justina Iva discursando foi uma sensação de quem volta do exílio  para a sua pátria. Senti-me de novo em casa. 

Fiz questão de andar por todo o espaço do auditório para rever todas as amigas que eu pudesse e também para olhar na cara daquelas que me viraram às costas naquele tempo.

Renovada , foi como me senti e, particularmente, justiçada.

 Senti-me bastante feliz, com plena convicção que novamente estava diante de uma página importante da historia da educação no nosso município, uma nova fase de renovação, de recuperação e de construção de um futuro de qualidade, como almejamos há mais de cinco anos, quando começamos a participar do projeto de criação dos CMEIS.

Ouvi de algumas pessoas o depoimento de que sentiram uma nova energia naquele lugar, uma energia boa. Isso traduziu exatamente o que se passou ali naquele final de tarde.

A professora Justina trouxe de volta não somente a esperança, mas a confiança de tudo tomará novos rumos dentro da educação da nossa cidade. Uma confiança consolidada no reconhecimento da competência daquelas pessoas que ela escolheu para lhes assessorar e, principalmente na credibilidade que todos têm do seu compromisso e do seu empenho de trabalhar primando pela ética, como ela própria ressaltou.

Sei que ainda há muito trabalho pela frente e muitas dificuldades a serem superadas mas também sei que há muitos colegas competentes que irão se empenhar em reconstruir a educação da nossa cidade.

Estarei torcendo.

 Esperei todo esse tempo por este momento.

Estou de “alma lavada”.

domingo, 6 de janeiro de 2013

‘’A HORA DA ESTRELA”


Esta semana, “zapeando” pelos canais da tv, como se diz popularmente, dei com um filme nacional que a principio me prendeu pela estranheza completa que me causava na medida em que o assistia. Os seus figurinos, os diálogos e até a direção de imagens, totalmente estranhos e interessantes.

 Pois bem, o filme, cujo título eu ignorava, prendeu a minha atenção, a da minha filha e do seu namorado. Principalmente pelo sentimento cômico que nos provoca diante das tragédias enfrentadas pela personagem principal. Chegava a doer a nossa consciência por achar tão engraçado as tristezas da pobre moça.

Acontece que acabamos não assistindo ao final do filme, saímos antes para tomar açaí. Na verdade, não fizemos nenhum esforço em ficar porque prevíamos que o seu final não deveria ser nada bom para a pobre da apersonagem. Mesmo assim, o filme ficou tão marcante que Alguns diálogos dele ficaram pregados na nossa mente (assim, daquela forma como algumas músicas fazem) e a gente saiu repetindo eles dentro do carro e dando boas risadas. Uma das falas muito engraçada, por exemplo, é a dela tentando puxar assunto com um possível pretendente a namorado: “ - Eu gosto tanto de pregos e parafusos.” Tem muitas outras nesse estilo. É muito engraçado mesmo.

Fiquei muito curiosa para reencontrar depois esse filme e resolvi pesquisar na internet. O que descobri me causou espanto. Não sabendo o título, digitei na pesquisa do Google “filme nacional personagem feminina Macabea”. Qual foi o prazer da minha descoberta, trata-se de um filme baseado no último livro publicado de Clarice Lispector, intitulado “A hora da estrela”.

“A Hora da Estrela é o penúltimo romance e último livro publicado em vida pela escritora brasileira Clarice Lispector. O romance narra a história da datilógrafa alagoana Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro possui duas temáticas: é uma obra sobre a vida de uma retirante na cidade grande, mas também uma reflexão sobre o papel da escritora na sociedade antiga. É talvez o seu romance mais famoso, sendo adaptado para o cinema por Suzana Amaral em 1985.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Hora_da_Estrela)

   
Depois dessa descoberta passei a assistir algumas entrevistas realizadas com Clarice Lispector e fiquei ainda mais encantada. Ela, com aquele seu jeito estranho de falar, fez-me identificar comigo mesma, quando se descreve como escritora ao dizer, entre outras coisas, que nunca teve a pretensão de ser uma escritora profissional, que pretende ser “sempre amadora”, escrever sem compromisso com ninguém.

Se eu pudesse, era assim mesmo que eu queria ser, obvio que estou longe da pretensão de me comparar a ela, mas, é mesmo assim que eu me sinto.  Gosto de escrever movida apenas por minha vontade. Embora saiba que na Blogosfera, se não mantivermos um ritmo de publicação, isso acaba afastando os leitores.

Falando ainda sobre o filme, aconselho que vale a pena mesmo conferir essa pérola do cinema brasileiro. Soube que o filme “A hora da estrela” foi bastante premiado fora do país. Você poderá comprovar que os atores principais dão um verdadeiro banho de interpretação e consegue nos envolver completamente com a trama toda da história.

No Youtube tem o filme completo. O link é
http://www.youtube.com/watch?v=376JgN-2cEc

Quanto a Clarice Lispector, pretendo conhecer mais sobre essa figura emblemática da nossa literatura. Ouvindo-a falar compreendemos que as suas obras traduzem mesmo o “intraduzível” que ela era também para si mesmo.
Apaixonante.

domingo, 23 de dezembro de 2012

BOA ÉPOCA PARA SE FALAR DE NATAL




Essa é mesmo uma boa época para falarmos sobre Natal.

Bem, o que posso dizer... Natal é uma cidade belíssima.

É de propósito que estou falando sobre a minha cidade e sim, é mesmo uma boa época para falar sobre ela, afinal é o seu aniversário que comemoramos também no dia 25 de dezembro. Daí vem o seu nome, fundada na data em que o cristianismo comemora o aniversário de Jesus, neste ano de 2012 a nossa cidade completa 413 anos.

Sempre acreditei que o Natal em Natal deveria ser o melhor e mais comemorado do mundo, afinal são dois aniversários importantes juntos. Mas, isso nunca aconteceu. Por sorte, como em toda a parte do mundo lembramos também por aqui da comemoração do aniversário de Jesus e as famílias se envolvem com presentes, confraternização e desenvolvem um espírito mais fraterno. Mas o aniversário mesmo da nossa cidade, isso pouca gente lembra e quase ninguém comemora.

E neste ano de 2012, então, a situação se agravou de tal maneira que há muito mais a se lamentar do que a se comemorar na nossa cidade.

Vítima de um governo desastroso que acaba de sair forçado pela justiça, envolvido em um escândalo de corrupção, apoiado por vereadores de igual caráteres, a nossa cidade sucumbe no lixo que se espalha pelas ruas esburacadas. Nos hospitais não há atendimento adequado, as escolas e creches sucateadas, ameaçadas de não concluir o ano letivo, faltando nelas o básico e, principalmente, com vários atrasos nos pagamentos dos funcionários contratados de empresas terceirizadas. Assim se encontra a nossa Natal.

De tudo o que me admira é que esse mesmo “desgoverno” municipal contava há bem pouco tempo com um grande numero de apoiadores e defensores. Não sei como esses se colocam agora diante dos fatos comprovados. O que sei é que com certeza, apoiando alguém que estava fazendo tudo errado só poderia ter por traz a ambição de cada um para garantir a sua individualidade à custa do prejuízo da comunidade.

Mas, com diz Chico Buarque, “apesar de você amanhã há de ser outro dia...”.

Natal ainda tem muito o comemorar, é uma cidade agraciada pela natureza, cercada de belas praias, dunas, lagoas e uma vegetação capaz de trazer para qualquer pessoa uma paz interior e uma comunhão com a vida. A gente costuma dizer brincando que “vivemos onde os outros passam as férias”.

Espero um dia ver a minha cidade com grandes festas nesta data, cheia de luzes e brilho, recebendo pessoas de todo o mundo para comemorar juntos os aniversários de Jesus e o nosso aniversário. Não deve ser a toa que somos privilegiados por essa coincidência. Natal tem que ser a cidade mais especial do mundo nesta época.

Feliz Natal.
(Ivana Lucena)
(Fonte da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivTB8tmh5zO7h6XAgqjus8OuX5HrbfjbXS6stb-vcY8QCarmOv1GNRrBQkJXsW3ROHRlDxcxMEh1PeyPjAs0z0-rsenO4sG2oGIZAl-temiV070R_MiZMD4xmXoUVMcnMnFr-LdgZDFzjl/s1600/1.jpg )


domingo, 16 de dezembro de 2012

PRESENTE NO NATAL

    Nesses tempos de tanta coisa ruim, de tanta violência, ganância, egoísmo... Reunir os amigos para confraternizar, relembrar os velhos tempos e reavivar os laços de amor que nos tornou marcantes nas vidas uns dos outros é maravilhoso. Em momentos assim, só a alegria tem espaço, a felicidade de ver que o outro está bem e sentir que o tempo não diminuiu o afeto e a cumplicidade entre a gente.

    Ontem eu me reuni com um grupo de amigos da adolescência, foi o nosso terceiro encontro. É bem verdade que nunca vem todo mundo, uns vieram apenas no primeiro, outros nos dois últimos, outros nunca vieram. Mas, os que vieram foram sempre privilegiados com o calor do afeto e a renovação da amizade. É tão interessante recordar em grupo, cada um traz a tona lembranças marcadas pelo seu próprio ponto de vista e assim, coisas que vivemos juntos são reeditadas e saboreadas com saudade.

    Hoje a reunião foi com o grupo de amigas ex-professoras do Centro Infantil Kátia Fagundes Garcia.  Impossível não recordarmos que há dois anos atrás, para dar uma falsa resposta aos representantes da FIFA sobre o início das obras para a copa do mundo, o governo do estado do RN derrubou a nossa escola. Lembramos que isso aconteceu assim, de repente, sem dar tempo para nenhuma reação dos funcionários, dos pais ou da opinião publica. Todavia, o nosso encontro é também uma amostra de que eles destruíram apenas “a matéria”, o espírito da educação ficou salvo dentro de cada uma de nós. Quando a gente se encontra mata a saudade da nossa vivência, de tantas alegrias compartilhadas.  Erámos professoras, mas, o Kátia Garcia foi, antes de tudo, a nossa escola de vida.

    Daqui para o Final do ano, várias outras confraternizações estão previstas, com as minhas amigas diretoras exoneradas dos CMEIS municipais de Natal (Essa é outra história de tentativa de derrubar a educação e da sobrevivência dela dentro de cada uma de nós). Terei também o privilégio de confraternizar com os amigos recentes da SUESP (Subcoordenadoria de Educação Especial do RN) que tomara essas amizades se perpetuem como as outras e ainda as confraternizações em família, encontros maravilhosos.

    Para mim, essa é a melhor forma de aproveitar “o presente” no Natal.

sábado, 24 de novembro de 2012

SHOPPING - UM FORMIGUEIRO HUMANO



Ontem eu estive no Shopping, no Midway, pois é... Pra variar, o estacionamento estava um exercício para insanidade mental. Eu nem consegui colocar o carro lá dentro, aliás, nem tentei mesmo, embora eu saiba que ao fim de quase dez minutos rodando lá dentro eu teria chances de coincidir com alguém que estivesse saindo de uma vaga para pegá-la. Mas, quis me poupar desse desgaste que já começava com uma fila imensa na rua de entrada e naquela rampa medonha que antecede o portão, onde o carro fica ameaçando toda hora voltar e bater nos carros de trás (essa é a sensação que eu tenho). Enfim, estacionei na rua por trás e entrei a pé.

            Enquanto entrava no shopping, no meio daquelas pessoas que mais pareciam formigas, indo e vindo, eu ficava pensando: - Porque tanta gente é fascinada por isso? – Confesso que eu não sou uma dessas e quando converso com alguém que é questiono a mim mesma se estou me tornando ultrapassada, renegando a modernidade. Mas, eu lembro que antes mesmo de existirem os shoppings eu nunca fui mesmo de estar visitando lojas, só compro realmente o essencial, e olhe lá (rsrsrs). Ir ao shopping só para passear, isso então... Nem pensar. Prefiro ficar em casa lendo, escrevendo alguma coisa ou assistindo a um filme. Antes que pensem tratar-se da idade (o que não seria de fato um engano, rsrsrs), digo-lhes que sempre fui assim. Quando mais jovem (isso para deixar claro que ainda o sou, rsrsrs), as minhas diversões eram ir a praia, cinema, rodas de conversas com os amigos. Acho que isso também pode ter a ver com o fato de ter sido criada de forma humilde, onde comprar roupas se limitavam apenas às festas de são joão e final de ano. Ainda hoje trago um pouco dessa cultura.

            Mas, como eu ia dizendo, o shopping estava feito um formigueiro. Aí, eu reparei que próxima à decoração natalina central muita gente, como sempre, estava tirando fotos, dava para perceber a mistura de classes sociais que se junta em um mesmo espaço. Eu pensei comigo: - O shopping é mesmo um lugar democrático. – Muito embora que, se aprofundarmos a análise, a democracia, aqui no sentido de direito de todos, limita-se apenas ao passeio e usufruto da beleza de toda arquitetura e decoração encantadora, dentro das lojas apenas os mais abastados atrevem-se a entrar, os preços das mercadorias se encarregam de esclarecer a quem pertence aquele espaço da porta pra dentro.

            Acho que essa reflexão toda, embora já a tenha feito antes, surgiu desta vez mais pelo fato de eu ter recordado que por ocasião de um passeio entre amigos às cidades culturais nordestinas de Olinda e Pernambuco, grande parte do grupo insistir em incluir a inda ao shopping, optando por isso ao invés de uma vista panorâmica das praias. Confesso, fiquei indignada, mas acatei. Tudo em nome da democracia.
             
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