ELORA (15), EMMYLE (17) e ENELYNE (20)
Exercer a autoridade de mãe ou de pai sem autoritarismo não é tarefa fácil.
Mas não devemos nos iludir e considerar a possibilidade de conseguir educar hoje “como antigamente”, quando a palavra do pai ou da mãe, principalmente do pai, era lei, incontestável.
A humanidade se encaminha para um caminho sem volta da democracia em todos os aspectos sociais e políticos, inclusive na comunidade social chamada família.
O ponto positivo é que os pais ao estabelecer regras e normas de condutas para seus filhos não se firma simplesmente naquele discurso antigo: “ - Porque eu quero que seja assim e pronto!” baseia-se agora em reflexões a cerca dos motivos e das consequeências para tais decisões, que são externadas e discutidas com os mesmos.
Esse mesmo discurso ditador dos pais também fundamentava uma prática muito comum na educação: “ – Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” E hoje, por mais que percebarmos extremamente inconcebível isso, era naturamente aceito nas relações entre pais e filhos.
Agora, os pais se preocupam em serem exemplos para dar crédito aos seus discursos educacionais, caso contrário estará fadado ao fracasso.
A humanidade está descobrindo que o diálogo é a única arma confiável para resolver conflitos. Embora não seja infalível posto que vários outros fatores interferem nesse relacionamento. Mas dialogar é a única forma saudável e não traumática de chegar a um concenso.
E o que fazer quando o filho ainda não tem maturidade para compreender as razões que só os seus pais, graças as exeriências vividas, adquiriram?
Ai, vai valer muito a confiança que os pais conseguiram conquistar. Seu filho precisa acreditar que você está correto em determinada decisão ou atitude que para ele, agora, parece não haver uma razão óbvia.
Nada fácil, com certeza não. Chega as vezes até ser desgastante. Assim como é ensinar qualquer coisa. Ensinar a viver requer muita paciência. A ideia dos frutos futuros devem justificar o árduo trabalho para cultivar o solo no presente.
Na relação baseada no diálogo pode haver conflitos mas dificilmente haverá traição. Os filhos pensarão duas vezes antes de mentir ou de desobedecer as determinações dos pais.
Ninguém tem a receita ou o manual de instruções para educar os filhos. Sabedoria, é o que precisamos buscar e esta necessita de um tempo para se construir.
O tempo da Sabedoria é relativo ao ritmo de cada pessoa, conforme as suas próprias experiências de vida e inteiramente dependente da nossa humildade em querer aprender.
Os equívocos que cometemos nessa construção não são erros, mas tentativas de acertar.Eles não fazem de nós fracassados mas dão outro tipo de lição aos nosso filhos, de que somos humanos, passíveis de enganos e fraquezas como todo mundo.
No fim de tudo, educar os filhos e aprender com eles são conjugações de um único verbo: amar.


