sábado, 15 de maio de 2010

O DIABO EXISTE?



Existirá realmente o mal único, verdadeiro e eterno?


Se Deus é o criador e força maior do universo, como poderia uma criatura sua assumir tal poder de comando sobre a humanidade, anulando completamente a capacidade de intervenção divina sobre os seus atos?


Se cremos que assim aconteça, o nosso Deus certamente não tem tanto poder, ou do contrário, é um Deus que se recusa a tomar partido e ter caráter para agir de acordo com o que julga correto.


Um pai que deliberadamente deixasse seus filhos à mercê do mal, tendo condições de tomar uma atitude para impedir, não apresentaria sabedoria.


Pensando-se na possibilidade de realmente existir um ser espiritual vindo do mais alto nível de evolução, em contato e aprendizagem direta com o Criador, que de lá se perdeu a ponto de tomar para si os mais inferiores dos sentimentos questiona-se:

  1. Falhou Deus nos seus ensinamentos e orientações assim como falhamos as vezes na educação dos nossos filhos, dado os nossos limites?
  2. Seria Deus incompetente para reverter esta situação?
  3. Teria o criador lavado as mãos e decido ser apenas um espectador?
  4. O poder de Deus seria tão menor do que pensamos a ponto de não poder interferir no mal que está sendo empregado na sua criação?
  5. Seria o diabo tão poderoso quanto Deus a ponto de afrontá-lo sem temer represálias?
  6. Que motivo teria o diabo; satanás; coisa ruim; espírito eterno do mal; etc., para ter tanta convicção de que pode agir a vontade sem se preocupar com a punição pelos seus atos?
  7. Estaria Deus dando um tempo para só agir quando o estrago chegar ao limite máximo?
  8. 8. Onde está a sabedoria de permitir a desgraça dos seus filhos por intervenção de outros e não por consequencias dos seus próprios atos?


Para assumir que o diabo um dia já fez parte da convivência de Deus é necessário afirmar que a capacidade de ensinamento e orientação divina foi falha.


Parece mais plausivo crer que, se há realmente intervenções malignas no plano espiritual essas advem de seres mais inferiores que nós e que, assim sendo, estes, embora tenham desenvolvido um poder de manipulação, só poderiam agir em conformidade com a nossa permissão e a nossa fraqueza.


As vezes citamos a Bíblia para nos esentarmos em exprimir a nossa opinião própria a respeito das coisas.


Se Deus não quizesse que refletissemos teria nos dado um cérebro limitado, incapaz de analisar, investigar e criar hipóteses, de evoluir. Incapaz de realizar “milagres” e tantos outros poderes que ainda desconhecemos.


Esquecemos que, apesar de crer ser a Bíblia um conjunto de livros inspirados por Deus, foi escrita através da limitação humana e reescrita várias vêzes para idiomas diferentes , exposta a manipulação de uma igreja dominadora, além de apresentar muitos textos totalmente passíveis de interpretação individual que é apresentada por muitos lideres religiosos como “a verdade”.


Infelizmente, se deixarmos de crer na figura do diabo corremos o risco de ter que assumirmos a culpa de todo o mal que fazemos a nós mesmos e a toda a humanidade.

domingo, 9 de maio de 2010

SER MÃE


Ser mãe é:

Desejar sê-lo, assim que se descobre mulher.

Determinar que se não puder gerar, não importa, ainda assim será mãe pois em algum lugar haverá uma criança só, a espera de alguém para chamar de mãe.

Ver o corpo se modificando e sentir-se bela e feia ao mesmo tempo, ansiosa pelo encontro com o filho e temerosa pelo sofrimento que irá passar.

Parir. Nesse momento puramente instintivo está a experiência máxima, onde dor e felicidade se misturam para concretizar um milagre.

Sentir a continuação do milagre quando coloca o filho nos seios e sente o leite fluir para alimentá-lo.

Doar seus dias, suas noites, sua vida e adiar seus sonhos.

Enxergar nas suas experiências o valor da sua própria mãe.

Experimentar o verdadeiro amor, aquele que é capaz de dar a sua própria vida pelo o outro ser.

Perceber que de agora em diante você nunca mais estará sozinha no mundo.

Sentir que essa é a razão máxima para você existir.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

POESIA: Esperança




Espero a chuva cair novamente
Esqueci que havia plantado sementes
Quase pisei
Quase esmaguei os sonhos que brotavam
o solo ainda está seco
mas o céu se cobre de nuvens agora
sopra o vento frio
renova-se aos poucos
a fé dessa humilde lavradora
esperança é o que cultivo

quinta-feira, 29 de abril de 2010

POESIA: Às cegas

Utimamente

não tenho enxergado as cores da vida

só o cinza

E, de vez em quando, o preto

Tenho saudades do branco

da fé

e da ilusão.

Cética

tateio pela escuridão da realidade

como quem busca uma saída

sem descobrir pistas da direção da luz

Oh sábia ignorância,

por que me abandonastes?

Felizes os conformados

Enxergam as cores

Nas frestas dos dogmas

segunda-feira, 19 de abril de 2010

POESIA: Máquina sem rima




Há tempos não escrevo aqui
é que ando meio perdida de mim
vivendo da labuta
repondo o que se acaba
remendando o que se quebra
limpando o que se suja
Os dias têm sido iguais
Nunca mais reparei no céu
Meus olhos estão no relógio
O tempo é meu comando
Voltarei aqui novamente
quando me fizer humana de novo
antes que a máquina dê pane
Espero que seja breve

sexta-feira, 2 de abril de 2010

VIOLÊNCIA, ATÉ ONDE IREMOS?




Me pergunto até quando o homem haverá de usar de violência para alcançar o que deseja.
Me pergunto aliás, tantas coisas que por mais que eu viva nunca compreenderei.
De onde viemos para onde iremos, esse enigma se torna ínfimo quando questionamos até onde vai a capacidade de violência, de egoísmo do ser humano e o porque de ser assim.
Parece que todos nós nascemos imbuídos de uma certeza de sermos particularmente mais especial do que os outros. Crescemos com a crença de que não merecemos ser contrariados, decepcionados ou surpreendidos com algo que fuja ao nosso desejo ou a programação que estabelecemos.
Afinal de contas, quem o homem pensa que é, nesse planetinha que é um grãozinho de areia perdido na amplidão de um Universo que funciona independe de sua existência?
A cada dia tenho mais certeza se ser o egoísmo a raiz de todo o mal que há na humanidade.
Imaginemos uma cena que é totalmente possível de acontecer: Uns bandidos se reúnem antes do assalto e diante da insegurança de um deles questiona, - Tu não tem fé em Deus não é?
Outra cena: Um rapaz chega na porta de uma casa e oferece uma TV por apenas cem reais, esta que no comércio não sai por menos de mil reais. O dono da casa pensa - Com certeza se eu não comprar ele venderá a outro.
Não me pergunto mais para onde iremos, mas até onde iremos.
Hoje contemplo as beleza do mundo através das grades do meu portão, fechado à cadeado ou através do vidro do carro. Não posso confiar nas pessoas e passo o desconforto de também confiarem em mim.
Temo constituir uma geração para deixar aqui nesse planeta.
O problema é que o homem, animal racional, muitas vezes está distante de sê-lo.
Quanto mais próximo da violência mais distante está o homem da sua condição humana e mais próximo da condição animal. Com um agravante, os animais não sabem o que faz


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